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São Paulo, 15 de julho de 2006 |
Brasil
Interior
Diamantina
e sua rica história
Toda
a configuração urbana de Diamantina – que se
processou no século 18 e 19 – teve como norte os caminhos de acesso aos
locais de mineração, na proximidade do arraial, como o conhecido
Caminho dos Escravos (foto à direita/divulgação),
e também nas vias de ligação com os demais núcleos
urbanos mineradores. A Estrada foi construída pelos escravos no século
18. Era usado como rota de contrabandistas de Diamantes. É calçado
com grandes lajes de pedra e possui vista para a cidade. Informações
estas pesquisadas em www.diamantina.com.br. E o Brasil
Raiz abre espaço para mostrar um pouco mais a beleza
de Diamantina, nesse rico Brasil Interior.
O acesso se dá através da rodovia que leva ao Vale do Jequitinhonha.
Passadiço
das Dores – Foi construído no século 18.Este conjunto
já serviu para o primeiro Bispo de Diamantina, assim como abrigou o Colégio
Nossa Senhora das Dores. A construção é do arquiteto John
Rose, inspirada na "Ponte dos Suspiros", de Veneza. Fica na Rua Glória,
297.
A região onde hoje se encontra o Mercado Municipal, atual praça Barão de Guaicuí, já pertenceu originalmente ao tenente Joaquim Cassimiro Lages, que, em 1835, ali construiu um prédio de moradia e comércio e um rancho de tropeiros ou "intendência", nome dado aos locais destinados ao descarregamento e comercialização de mercadorias vinda de outros lugares, cujo comércio foi desarticulado por volta de 1884.
À
Camara Municipal de Diamantina coube, através de manifestação
de apoio popular, a iniciativa da construção de um mercado que
centralizasse a distribuição de mercadorias, de modo a evitar
o monopólio de algumas "intendências" da cidade. Assim
sendo, em atendimento ao pedido feito em 1889, a municipalidade adquiriu dos
herdeiros do tenente Lages o prédio e o rancho, iniciando a construção
do atual Mercado Municipal.
Está localizado num dos sítios mais agradáveis da cidade. Apresenta à sua frente grande área pavimentada de pedras, onde os tropeiros amarram, em rústicos esteios de pau, os burrinhos que para ali transportam as mercadorias de abastecimento. Trata-se de construção de um pavimento, de partido retangular, estruturada em madeira ,com cobertura dividida em oito águas, sendo quatro voltadas para o exterior e quatro convergindo para o pátio interno mais ou menos central. ,solução adotada com vistas a conter o problema apresentado pela cumeeira da parte de trás, num nível mais baixo que as demais. Ocupando toda uma quadra, a edificação é circundada por mais três vias públicas, correspondentes às suas outras fachadas. Nas fachadas posterior e lateral esquerda percebe-se a existência de um porão, cujo declive das ruas possibilitou sua construção. Esta última é fechada em alvenaria de tijolos, apresentando cunhais ,esteios e vãos de madeira e vergas de nível, com vedações em calha.
As portas desse bloco voltadas para o interior do mercado são de vergas alteadas. As outras fachadas são todas abertas em arcadas de madeira, possuindo uma vedação de tábuas justapostas, à maneira de parapeitos Internamente, as arcadas se repetem no eixo central longitudinal, dando sustentação à armação do telhado. Este, em prolongado balanço com beiradas em cachorro e madeiramento aparente, constitui detalhe de interesse na construção. O piso interno é em lajes de pedra, à exceção da parte posterior ao porão, que apresenta piso em tabuado largo. O edifício é pintado nas cores azul e branco. Monumento este que foi tombado pelo IPHAN, conforme Inscrição nº 387 - Livro de Belas Artes, Fls 76, em data de 31 de julho de 1950. Local: Praça Barão de Guaicuí
Fonte:
IPHAN
Casa de Chica da Silva –
Casa
pertencente ao contratador João Fernandes de Oliveira, que nela viveu
em companhia da da hoje lendária Chica da Silva, provavelmente entre
os anos de 1763 e 1771. É um dos exemplares mais expressivos da arquitetura
residencial mineira do século XVIII. Construída em estrutura autônoma
de madeira com vedações em adobe e pau-a pique, tudo indica que
inicialmente era composta por partido retangular compacto. As modificações
ocorridas ao longo do tempo implicaram em acréscimos maiores na lateral
direita, através de ligações à parte posterior do
prédio.
Do outro lado, existe apenas um cômodo. Implantada no alinhamento da rua, cerca-se lateralmente e nos fundos por áreas livres que compõem, no lado esquerdo, um pátio ajardinado, onde parece ter sido a antiga capela, da qual ainda resta a empena com a porta de acesso e frontão. Apresenta no bloco principal cobertura em quatro águas, sendo os "puxados" cobertos por prolongamentos, com exceção do volume situado mais ao fundo, que possui cobertura independente em três águas. A planta mostra ainda amplo vestíbulo onde se localiza-se a escada de acesso ao andar superior. Destaca-se particularmente no conjunto da casa, a bela varanda lateral, inteiramente composta por painéis treliçados, almofadados e com balaústres, atestando a influência mourisca na arquitetura brasileira. Internamente, conserva os elementos típicos das construções do período minerador, com as superfícies de alvenaria rebocadas e caiadas, pisos em tábuas largas, e forros em esteira ou madeira em saia-e-camisa. Local: Praça Lobo de Mesquita.
Fonte: IPHAN
Fonte e Pesquisa: Texto e fotos pesquisados no site www.diamantina.com.br. Mais informações sobre Diamantina: www.diamantina.com.br e www.diamantinanet.com.br.