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A invasão dos carrapatos, que incomodam
e provocam doenças nos seus cães
Carrapatos
existentes no Brasil – Hoje no mundo existe uma grande espécie
de carrapatos adaptados, que se alimentam de sangue de répteis, aves
e mamíferos. Os cães conseqüentemente são alvos freqüentes
dos carrapatos.
Carrapato,
em foto do dr. Maurício Aquino (www.vidadecao.com.br)
Aqui no Brasil existem dois gêneros parasitando os cães: Rhipicephalus
e Ambliomma. Cada grupo com caracaterísticas distintas de biologia e
medidas de controle.
São três os estágios, independente da espécie, de
ciclo de vida dos carrapatos: larva, ninfa e adulto.
As larvas têm três pares de pernas. Já as ninfas e adultos,
apresentam 4 pares de pernas. Os adultos são diferenciados das ninfas
por apresentarem próximo às pernas uma abertura na fase mediano-ventral
denominada de abertura genital, uma vez que apenas nesta fase estão aptos
a se reproduzir.
Os machos adultos são identificados por possuírem o escudo protegendo
totalmente a superfície dorsal do animal. Na fêmea, este escudo
protege parcialmente a superfície dorsal, aparecendo apenas no primeiro
terço do corpo.
Dica importante: o local onde o cão vai ser abrigado deve ser
limpo constantemente. A pelagem do cão deve estar sempre limpa e fazer
observação detalhada com a finalidade de se encontrar eventuais
ectoparasitas.
Dúvidas freqüentes – Carrapatos podem transmitir febre maculosa
nos cães? As principais espécies que estão envolvidas na
transmissão da febre maculosa são: carrapato-estrela e carrapato-amarelo-do
cão. O carrapato-estrela é encontrado em cavalos e capivaras.
Nos cães são parasitados acidentalmente. Já o amarelo-do-cão,
em algumas áreas os cães são hospedeiros primários
de sua fase adulta, principalmente na periferia de São Paulo.
À
esquerda, Carrapato-Estrela
Os cães podem ser vítimas da febre maculosa? Sim, uma vez que
são hospedeiros acidentais, como o homem, sendo os reservatórios
alguns animais silvestres, como por exemplo roedores.
A infestação de carrapatos no cão, além de causar
um incômodo muito grande ao animal pela coceira que provoca (reação
alérgica), pode causar anemia e transmitir doenças como a Babesiose
e a Erichiose.
A anemia no cão pode ocorrer nas grandes infestações, uma
vez que o carrapato se alimenta do sangue do animal. Mas não é
necessária uma grande quantidade de carrapatos para que a Babesiose ou
a Anaplasmose sejam transmitidas. Às vezes, um ou dois carrapatos que
estejam carregando formas infectantes dos protozoários causadores dessas
enfermidades são o bastante para que o cão contraia uma dessas
doenças.
Assim, o controle do carrapato deve ser constante e qualquer sinal de apatia,
febre, falta de apetite e mucosas (gengivas ou conjuntiva) pálidas em
cães que costumam ter carrapatos, é motivo de uma visita ao veterinário
e um exame de sangue, para detecção da Babesia ou da Erlichia.
Elas são tratáveis quando diagnosticadas a tempo.
Como combater o carrapato? – Assim
como as pulgas, o carrapato não é um problema só do animal,
mas sim do ambiente. O carrapato, em todos os seus estágios de vida (desde
larva até adulto), é muito resistente. Assim, combater o carrapato
é difícil. Você pode eliminá-lo do cão facilmente
com banhos carrapaticidas, porém, o inimigo que você não
vê, ou seja, os ovos e larvas, estão no ambiente e nele sobrevivem
durante muitos meses. Muitos são os casos de proprietários que
vivem combatendo o carrapato no cão, mas nunca conseguem exterminá-lo
por completo.
Um outro detalhe é que os carrapatos colocam seus ovos na vegetação
e também em frestas das paredes e piso. Dessa forma, todos esses lugares
têm que ser tratados e não os cães somente. Quem tem na
vizinhança terrenos com mato, criação de animais como cavalos
e gado, pode sofrer com os carrapatos, pois esses parasitas são capazes
de escalar altos muros em busca de alimento.
Um combate eficaz ao carrapato inclui: No animal: banhos carrapaticidas. Quando
a infestação é grande, repetir os banhos a cada 15 dias;
Animais de pêlos longos devem ser tosados no verão, época
em que o calor e umidade fazem com que a incidência de carrapatos aumente
muito; Produtos carrapaticidas de longa duração, em gotas para
aplicação tópica (local) ou spray, podem ser aplicados,
a critério do veterinário.
No
ambiente: O uso de carrapaticidas: aplicar nos canis, casinha dos cães,
em plantas e canteiros, atentando para frestas nas paredes ou pisos e ralos.
Repetir o tratamento a cada 15 dias;
Em canis de alvenaria, o uso da “vassoura de fogo” é muito eficaz. O
calor irá destruir todos os estágios do carrapato. Repetir o tratamento
a cada 15 dias; uma opção caseira são aparelhos com jato
de vapor d’água fervendo; Se possível, fechar todas as frestas
existentes nos canis ou paredes dos quintais, assim como no piso; Mude de produto
a cada 2 ou 3 aplicações, para que o carrapato não desenvolva
resistência e o tratamento passe a ser ineficaz.
Importante: fêmeas gestantes e gatos não devem ser banhados
com produtos carrapaticidas; Atenção: consulte seu veterinário
antes de usar qualquer produto.
Banhos carrapaticidas devem ser dados com o cuidado de não permitir ao
animal lamber o produto durante o banho. A ingestão pode causar intoxicação
grave; animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não devem
ser tratados; existem carrapaticidas para uso em cães, porém,
muitas vezes são recomendados produtos de uso em bovinos e cavalos.
Atenção: as dosagens são diferentes. Consulte
o seu veterinário antes de usar esses produtos; retire os animais do
ambiente que irá receber o tratamento contra carrapatos até que
o produto usado seque completamente.
O combate ao carrapato deve ser intensivo e durante um longo período
de tempo. Nos meses mais quentes, a infestação pode voltar e os
cuidados devem ser redobrados. Nas áreas em que há carrapatos
em qualquer época do ano, o tratamento deve ser constante.
Fonte de pesquisa:
www.dogtimes.com.br e www.vidadecao.com.br
*Texto publicado no Brasil Raiz – edição
de dezembro de 2006
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