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História
dos Municípios
O turismo de São Pedro
A cidade ganhou em 1893 um ramal da estrada de ferro pela
grande produção de café
História
– A cidade
de São Pedro está localizada no centro
do Estado de São Paulo, nas nas encostas da Serra do Itaqueri.
A imagem vista de longe lembra um presépio napolitano, com
seu casario entre árvores, plantações, pastagens e duas
torres antigas, encimadas por uma cruz, que assinalam a fé avoenga trazida
pelos povoadores em meados do século 19.
À direita, Biblioteca Municipal
– Foto: Divulgação/www.saopedro.sp.gov.br
Em meados do século 19, muitos ituanos saíram da cidade natal
em busca de terras de boa qualidade, com fartura de
água. Pretendiam formar fazendas e cultivar a cana-de-açúcar
e o
café em grande escala.
O vale do médio Tietê tinha a preferência desses desbravadores saídos de Itu. Joaquim, José e Luiz - três irmãos da família Teixeira de Barros – compraram a Sesmaria do Pinheiro, onde hoje se localiza São Pedro. Eles levaram familiares, os escravos, os empregados e demais agregados.
Cristo – Alto da Serra
Foto: Divulgação –
www.saopedro.com.br

Uma trilha aberta na mata virgem, em 1725, chamada de Picadão, de São
Paulo rumo às minas de Cuiabá. Trilha esta que atravessava a selva,
onde viviam diversas tribos indígenas. Lá, predominavam os ferozes
paiaguás, que costumavam atacar e até dizimar caravanas dos que
viajavam tanto por terra como pelos rios.
Por causa dos perigos existentes - ataques de silvícolas e de animais
ferozes, o governo da Província determinou que se providenciassem pousos
pela trilha do Picadão, em distâncias que permitissem o pernoite
e o descanso dos viajantes.
Nesses pousos havia mantimentos, animais de carga disponíveis e água
para toda a tropa. No local onde se situa o centro histórico de São
Pedro, ficava um pouso, que era conhecido como o Pouso do Picadão. Localizava-se
numa colina entre dois ribeirões: o Pinheiro e o Samambaia. Isso facilitava
a vida dos viajantes. O tropeiro Floriano da Costa Pereira, o Florianão,
cuidava desse pouso.
Ao comprar a Sesmaria do Pinheiro, os três irmãos Teixeira de Barros assumiram a obrigação de formar um povoado. Joaquim, o mais velho, considerado o Povoador, procurou construir logo uma capelinha. O padroeiro: São Sebastião. Era a condição necessária para a existência da povoação. E deveria ter, é claro, a autorização da Igreja Católica, ligada juridicamente ao Império. Com a autorização concedida, o povoado ganhou o nome de Capela, o primeiro degrau na evolução administrativa. Dessa forma nasceu São Pedro. Seu primeiro nome: Capela do Picadão.
Mas o nome não era muito apreciado pelos moradores. Logo, trocaram de padroeiro e resolveram que o nome do local seria Capela de São Pedro: homenagem ao novo santo escolhido para protegê-los. Outras famílias seguiram o exemplo dos irmãos Teixeira e foram para São Pedro, atraídos pela fertilidade da terra. Com isso, as fazendas multiplicaram-se, assim como as casas ao redor da capelinha. Impulsionada pelo progresso, a Capela de São Pedro foi elevada à categoria de Freguesia, em 1864.
Evolução esta que dava direito a um sacerdote. O primeiro sacerdote foi o italiano Aurélio Votta, que chegou à cidade em 1867. Em 1875, chegou à cidade o Capitão Veríssimo Antônio da Silva Prado, Barão de Iguape. Muito influente, ele estabeleceu-se como fazendeiro e conseguiu que a Freguesia de São Pedro fosse elevada à categoria de Vila, em 1879.
A emancipação político-administrativa viria dois anos depois. São Pedro desligava-se de Piracicaba. Em 1882, ainda por sua influência, a Vila de São Pedro tornou-se Comarca e teve seu primeiro Juiz de Direito: Dr. João Baptista Pinto de Toledo.
Já o período de 1890 a 1895 foi marcado pela imigração, principalmente a italiana, que substituiu a mão escrava na agricultura. Com a respeitável produção anual de cerca de 7 milhões de quilos de café, São Pedro conseguiu projeção na época. Até um ramal de estrada de ferro chegou à cidade em 1893.
Vale observar que a ajuda dos fazendeiros enriquecidos pela cafeicultura foi fundamental para os melhoramentos que se seguiram: ajardinamento da praça central, o coreto, luz elétrica, canalização da água, Santa Casa de Misericórdia, Cemitério Municipal, Grupo Escolar, uma bela Igreja Matriz, a Cadeia, a Prefeitura, a Câmara Municipal.
O Grupo Escolar, com planta do renomado escritório de Ramos de Azevedo, faz parte de um seleto e pequeno número de prédios escolares do início do século 20. Reconhecida sua importância e a necessidade de preservação, foi tombado pelo CONDEPHAAT do Estado de São Paulo em 2002.
Parque
Maria Angélica – Foto:
Divulgação/www.saopedro.com.br
Com a crise de 1929, diminuiu de maneira acentuada a produção
cafeeira. A economia estagnou. O progresso parou. Foi quando se introduziu o
bordado em ponto de cruz. A cidade ganhou fama com esse bordado. Hoje ele pouco
influi na economia do município.
A perfuração à procura de petróleo nos anos 20, em São Pedro, proporcionou a descoberta de várias fontes de águas medicinais: sulfurosas, bicarbonatadas e sulfatadas. Foi o início das Termas de São Pedro. Houve até a construção de um luxuoso Hotel Cassino.
Na década de 40, o Balneário foi emancipado. Ganhou nome: Águas de São Pedro. Transformou-se em um novo município, o menor do Brasil. Situa-se em uma área subtraída à de São Pedro. Hoje a cidade de São Pedro é uma Estância Climática com uma rede considerável de hotéis e pousadas. Seu clima aprazível atrai os turistas.
A
Serra do Itaqueri favorece o ecoturismo e a prática de esportes radicais,
como o vôo em asa-delta e a descida em “rappel” nas cachoeiras e saltos
da região. Feiras de artesanato também atraem os visitantes, assim
como os rodeios e as festas italianas e as comemorações dos dois
santos padroeiros: São Sebastião e São Pedro.
Cachoeira do Escorregador
Foto: Divulgação/www.saopedro.com.br
No
mês de setembro é realizada uma semana de eventos em homenagem
ao poeta são-pedrense Gustavo Teixeira, falecido em 1937, poucos meses
depois de ter sido eleito para a Academia Paulista de Letras. Outra figura são-pedrense
de destaque é a escritora Maria de Lourdes Teixeira, a primeira mulher
a ser eleita para a referida Academia.
Marchinha de Carnaval – Este ano (2007) a compositora e jornalista
Bete Bissoli, que mora em São
Pedro, venceu o concurso nacional de Marchinhas, realizado pela Rede Globo de
Televisão, intitulado Chiquinha Gonzaga.
Bete venceu o festival com uma marchinha que faz homenagem
a Carmem Miranda, título este que deu mais projeção ao
município, que agora entra para a história do Carnaval.
História do bordado – Por volta de 1890, as famílias
italianas começaram a chegar na cidade.
Estas famílias, durante o ciclo do café, iniciaram no município
a arte centenária do bordado
ponto cruz.
À direita, Cascata Dorigon – Foto: Divulgação/
www.saopedro.com.br 
Em 1929, Joana de Barros Furlani começou a ministrar aulas de bordado a dezenas de alunas. Quando ela mudou-se da cidade, uma de suas alunas, Ana Hermelinda Baltieri, prosseguiu seu trabalho, que teve, a partir de 1940, reconhecimento público. A partir desta época, o bordado produzido em São Pedro tornou-se um importante ramo de negócio devido às muitas compras feitas por turistas.
Ao longo dos anos, a produção do bordado foi se aprimorando e, mais recentemente, lençóis, fronhas, enxovais, colchas, camisolas são confeccionados não somente em ponto cruz, mas também em ponto cheio, rococó, ponto crivo, matizado, entre outros. Por causa da grande procura, muitas fábricas surgiram e hoje o bordado de São Pedro está em todo o País.
Fonte
de Pesquisa da História e Turismo:
Prefeitura do município de São Pedro –
Rua Valentim Amaral, 748 – CEP 13520-000 – São Pedro – SP – Tel.: (19)
3438-9200 – www.saopedro.sp.gov.br e
www.saopedro.com.br (Estância Turística
de São Pedro).
Nota
da Redação: Em fase de edição
e pesquisa. Aguarde
mais informações.
Diariamente
ouça o Programa Balança Brasil, às 18 horas, com Domingos
Leite, na Máxima FM, 92,7
Às sextas-feiras: participação
especial do jornalista Alarico Rezende